Mercado Municipal, o ponto mais cool de São Paulo

Para quem vai a São Paulo o Mercado Municipal é programa obrigatório, frutas exóticas, temperos de países distantes, queijos cheirosos, pastéis de bacalhau, sanduíches de mortadela… Está tudo lá, a poucos passos do metrô, prontinho pra ser consumido. Mais que um simples mercado, é um centro gastronômico, o mais tradicional ponto de gourmets da cidade de São Paulo, quem já provou o pastel de bacalhau do Hocca Bar ou o sanduíche de Mortadela do Bar do Mané sabe bem do que estou falando.

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Vale dos Vinhedos, o vale das delícias

Além de ótimos vinhos, o sul tem mimos para o turista. Lei seca? Nada, aqui o negócio é se molhar no banho borbulhante de uvas .

Aqui, a bebida oficial não é a cachaça nem a cervejinha gelada. Estamos na terra do vinho – o Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, de onde sai a maior parte dos bons vinhos do Brasil. Brasil? A paisagem, o sotaque, a comida e – claro – o vinho dão a impressão de que estamos num cantinho perdido da Itália, a 130 quilômetros de Porto Alegre. Cidades como Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul e Garibaldi acordaram há pouco para o turismo. Então, o que você vai ver nessa região ainda é bastante autêntico. Continue lendo

O dia em que quase entrei pra o Guinness Book

Quase entrei para o Guinness Book com o maior pedido de Pizzas delivery do mundo. Aconteceu durante a realização da Expedição Agrale Marruá, no trajeto entre Dourados e Campo Grande.

A Expedição foi um evento realizado para divulgar o lançamento da linha de utilitários Marruá no aniversário de 40 anos da Agrale. Realizada em março de 2006, contou com a presença de mais de 40 participantes, entre organização, imprensa e selecionados. O processo seletivo preliminar ocorreu via web, foram utilizados 15 veículos e percorridos aproximadamente 3800 km entre Caxias do Sul e a Chapada dos Guimarães no Mato Grosso, sendo que mais de 80 % do trajeto através de estradas vicinais não pavimentadas e trilhas. A Expedição teve a duração de 15 dias, fato que exigiu um planejamento rigoroso que visava atender todas as questões logísticas, entre elas alimentação e hospedagem.

Contextualizações a parte, seguíamos para Campo Grande em comboio, eram mais de 10h00 da noite, a poeira o cansaço e a fome transformaram aquele trecho em um dos mais difíceis da expedição. A previsão inicial era de chegarmos em Campo Grande no meio da tarde com tempo suficiente para providenciarmos um local para o grupo jantar, no entanto a falta de combustível em um dos veículos em um dos trechos mais ermo do trajeto, atrasou o comboio em mais de 6 horas.

A última refeição da equipe havia sido um almoço com os índios da Tribo Caiwá e eu precisava urgentemente providenciar comida para toda aquela tropa. A sorte não estava ajudando o celular estava fora de área, e o tempo estava se esgotando. No dia seguinte pegaríamos a Transpantaneira rumo a cidade de Rio Verde, no norte do Mato Grosso do Sul, e para minimizar o stress do grupo, além de uma boa noite de sono era preciso forrar o estômago da turma.

Quando estávamos a uns 60km de Campo Grande o celular começou a dar sinal, e eu precisava agir rápido, liguei para vários restaurantes e não consegui reservar lugar para aquele número de pessoas em função do horário, o hotel que ficaríamos hospedados não possuía restaurante e a última tentativa foi solicitar pizza para toda aquela gente.

Após conseguir o número de uma pizzaria, ligo e após confirmar o serviço de delivery passo o endereço da entrega, o atendente solicita qual o sabor da pizza, e qual não foi a surpresa dele ao saber que não se tratava de 1 mas de 30 pizzas. Tive que usar de todo o meu poder de convencimento para que entendesse que não se tratava de trote, passado o primeiro estágio veio o segundo desafio, quais os sabores pedir, no entanto neste ponto simplifiquei e não fui nem um pouco democrático, – manda 10 mussarela, 10 calabresa, 5 portuguesa e 5 napolitana.

Para minha satisfação, na hora e local marcado as pizzas estavam lá, e cumpriram o seu papel, mataram a fome e ergueram o moral da Tropa.

Sabe quando vamos ao mercado com fome, compramos muito mais que o necessário, com as pizzas foi a mesma coisa, 30 pizzas grandes para 40 pessoas foi demais, mas no dia seguinte serviram de almoço, só que ao invés de forno, utilizamos o capô do Marruá para aquecer as benditas.

Um grande abraço a todos

Escondidinho em Cascavel

Todo inicio de ano viajo a trabalho para Cascavel, em fevereiro acontece na região uma das principais feiras Agrícolas do Brasil, a Show Rural. Cascavel é uma cidade jovem e bem planejada, com ruas largas e arborizadas. A maioria da população é constituída por descendentes de poloneses, alemães e italianos, além dos gaúchos que desbravaram o oeste brasileiro nas décadas de 50 e 60. A temperatura nesta época do ano é superior aos 30 graus, e o trabalho na feira é árduo, de sol a sol, cansativo para o corpo e a mente. À noite a busca é por restaurantes ao ar livre com um bom chopp bem gelado.

A culinária cascavelense é a base da carne, normalmente assada e grelhada, além da famosa tilápia uma das iguarias da cidade, e praticamente todos os restaurantes servem uma receita com este peixe, tem tilápia para tudo que é gosto, desde iscas, grelhada com molho de limão, frita, sushi de tilápia, tilápia assada, etc, etc, etc…
Dentre os restaurantes da cidade destaco três, o Picasso, um dos orgulhos da cidade, localizado na cobertura de uma das torres gêmeas, apresenta como principal prato de seu cardápio a bela vista da cidade, os demais pratos tem a soberba como principal ingrediente, não recomendo.
Uma grata surpresa foi a Villa Zanello, churrascaria com menos de 3 meses de existência, instalada na Rua Minas Gerais, em uma construção que mescla na medida certa o novo e o antigo, com um bom serviço e alguns excessos, como servir cochigliones doces como acompanhamento de picanha.
O Restaurante Adega do Lusitano é um lugar simples, mas com fila de espera e sem reserva de mesas. Fica localizado na Rua São Paulo, no centro de Cascavel. A maioria dos pratos é a base de peixes de água doce, tilápia e companhia. Bolinho de peixe, costela de peixe, pirão e muitos outros pratos, alguns saborosos e outros apenas para fazer número no rodízio.
No entanto a combinação perfeita de uma boa refeição em Cascavel pode ser encontrada em várias cidades Brasileiras, pelo menos nas que possuem uma franquia da Cachaçaria.Trata-se do escondidinho, prato a base de carne seca refogada no purê de mandioca com requeijão, com generosa porção de queijo coalho e mussarela na cobertura. Vem acompanhado de arroz, que seria totalmente dispensável, e uma porção de pimentas, estas sim fundamentais.
Eram oito horas, anoitecia em Cascavel, a velocidade do vento era quase zero, as folhas não se mexiam, a temperatura naquela hora ainda era superior aos 30 graus, a sensação de calor era acentuada devido as mudanças climáticas proporcionadas pelo ar condicionado do carro.
Jantar cedo era a melhor opção, principalmente por não ter almoçado neste dia. A cachaçaria foi uma escolha premeditada, mesa na calçada, chopp muiiito gelado e escondidinho no prato, com muita pimenta, mistura perfeita… simples, direto, na medida certa e sem frescuras. Encontrei aquilo que estava procurando, o Escondidinho de Cascavel.



Bebida: Chopp Gelado
Música: Elis Regina e Adoniran Barbosa – Tiro ao Álvaro



Um grande abraço.

Punhetas da Dona Rosa

Passei dois dias em São Paulo, ritmo alucinante, correndo para cumprir horários, aeroporto para hotel, hotel para reunião, reunião para hotel, a noite respondo os e-mail recebidos no dia, ainda sem almoçar e sem disposição para nada, posto duas mensagens no twitter, e peço uma pizza da Dominos. Se demorar mais de ½ hora a pizza sai de graça, infelizmente entregam antes de esgotar o prazo, como meia pizza e pego no sono vendo TV. O dia seguinte é ainda mais cheio, acordo as 6h00, vejo o jornal, tomo banho, tomo café, pego um táxi e vou para mais uma reunião, falo sobre o trânsito com o taxista, a reunião atrasa, sacrifico mais um almoço e sigo para a próxima, chego meia hora mais cedo, verifico os e-mails enquanto espero, começa a reunião e demora mais do que o previsto, já são seis horas da tarde quando termina, o trânsito está um caos, ainda não fiz uma refeição decente, estou de carona com um colega, com todos os compromissos cumpridos estava na hora de relaxar.
Lembrei de um restaurante recomendado pelo Silvan chamado Academia da Gula, localizado na Vila Mariana, a poucos metros da 23 de maio, dirigido pela Dona Rosa, uma portuguesa muito carismática. Lugar simples, mas muito aconchegante, mesas na calçada, garçons simpáticos, e um vasto cardápio a base de bacalhau, no entanto por ser final de tarde não era o momento propício para jantar, mas ideal para um happy hour.
Qualquer restaurante português que se preze tem que fazer um bom bolinho de bacalhau, e o Academia da Gula faz um excelente bolinho de bacalhau, ainda mais acompanhado de um azeite de oliva de primeira qualidade, pimenta e cerveja Original muito gelada. Pensei em repetir a porção, mas a curiosidade de experimentar outros pratos foi maior, experimentei uma punheta…… Isso mesmo, punheta, petisco a base de bacalhau cru desfiado, cebola azeite de oliva, azeitonas pretas, leva este nome porque o bacalhau é desfiado com as mãos e misturado com os demais ingredientes. Apesar do nome curioso o sabor é indescritível, de comer ajoelhado. Para finalizar este refeição que se constituiu em meu almoço e janta pedi uma porção de pastéis de bacalhau, apsesar de saborosos não se comparavam aos outros pratos.
Aprovadíssimo, valeu cada centavo a visita a Academia da Gula.
Já era noite quando me dirigi ao hotel, só tive tempo para ligar para casa e ver como estava a minha família, caí na cama e só acordei a tempo de correr para o aeroporto e pegar o vôo de volta para casa, não vi nem ouvi a chuva que assolou São Paulo e deixou a marginal debaixo d’água.
Trilha sonora: Tim Maia – Festa de Santo Rei
Bebida: Cerveja Original hiper gelada

Academia da Gula
Rua Caravelas, 374
Vila Mariana – São Paulo
(11) 5572-2571
Um grande abraço a todos.